COLABORADORES
Capa DJ Anne Louise
Foto Diego Nunes
Beauty Bruna Pezzino
Stylist Monica Kaufmann
Assessoria Ariprensa
Projeta 2026 como seu ano mais autoral

Artista transforma aprendizados pessoais em combustível criativo.
DJ Anne Louise vive um momento de maturidade pessoal e artística. Depois
de anos conciliando sonhos, cobranças e silêncios internos, a artista entra em
2026 com um olhar mais consciente sobre a própria trajetória e sobre o que
quer construir daqui para frente.
“A Anne Louise de hoje é mais consciente. Quando comecei, eu tinha muito
entusiasmo e vontade, mas também culpa por ter escolhido ser DJ e largado o
Direito. Hoje eu sei exatamente quem eu sou. Entendo o quanto foi mágico
alcançar tudo o que alcancei e tenho mais clareza sobre o que quero dizer
através da música e qual é o meu propósito.”
A paixão continua a mesma do início, mas agora acompanhada de técnica,
visão estratégica e equilíbrio emocional. “Continuo apaixonada, mas com mais
maturidade. Depois de muita dor, depressão e também alegrias, eu me sinto
mais conectada comigo mesma.”
O ano de 2025 foi de freio e reflexão. Segundo ela, foi um período importante
para reorganizar prioridades. “Aprendi a respeitar meus limites físicos e
emocionais. Aprendi que não preciso provar nada o tempo todo. Em 2026
quero colocar mais verdade nas minhas criações, lançar músicas mais íntimas,
mais profundas, e organizar melhor minha energia. Quero trabalhar com
excelência, mas com equilíbrio.”
E o que vem por aí marca uma nova fase. “2026 será um ano muito autoral.
Tenho músicas inéditas que mostram um lado meu que ainda não expus
totalmente. Elas vão sair como singles, mas será também o ano de lançar meu
primeiro álbum. Estou escrevendo desde 2023 e está chegando a hora de
vencer o medo e mostrar pra todo mundo.”
Além dos lançamentos, ela quer fortalecer suas festas autorais e projetos de
conteúdo. “O público pode esperar intensidade, entrega e, principalmente,
autenticidade. Estou numa fase em que prefiro profundidade a quantidade.”
Em uma cena conhecida pela velocidade das mudanças, a pressão por
reinvenção é constante. “Sim, principalmente na música eletrônica, onde tudo
muda muito rápido. Mas hoje entendo que se reinventar não significa perder
identidade. Significa evoluir mantendo a essência. Quando a mudança vem de
dentro, ela é verdadeira. Quando vem da pressão externa, costuma ser vazia.
Eu já errei muito tentando ser o que projetavam de mim. Agora é hora de ser a
mesma aquariana de sempre, ansiosa para inovar, mas com mais maturidade
para mostrar quem eu sou.”
Sobre o espaço feminino na cena eletrônica, ela reconhece avanços, mas faz
uma análise realista. “Avançamos muito. Hoje vemos mais mulheres nos
line-ups, mais produtoras e mais artistas ocupando lugares importantes. Mas
ainda existem desigualdades de cachê, de visibilidade e de credibilidade. Cada
mulher que sobe no palco preparada e segura ajuda a abrir portas. O
movimento está acontecendo, mas ainda exige união, preparo, persistência e,
eu diria, um tanto de paciência.”
