KELIDA MARQUES

COLABORADORES
Capa Kelida Marques
Foto Nicolas José
Assessoria Portfólio Assessoria

 

E O VALOR DAS MENTES QUE REINVENTAM O MUNDO

 

 

Você fala abertamente sobre viver com TDAH e superdotação. Em que momento da sua vida você começou a entender que essas características faziam parte da sua história?

Eu fui a criança que descobria tudo, abria tudo; se não tinha, eu fazia. Como, por exemplo: certa vez, eu queria uma piscina em casa. Como não tinha como comprar, minha primeira tentativa foi usar uma caixa de geladeira velha. Tirei tudo o que tinha dentro e enchi de água. Só não esperava que a malha que cobria a geladeira fosse fazer tudo ir por água abaixo. Ela “pinica muito”, então esse plano não deu certo. Parti para o plano B: furar um buraco no chão e cobrir com lona. Esse até deu certo por um tempo.

Então, criar sempre foi uma habilidade. Mas, por outro lado, no colegial reprovei 2 vezes: na quinta série e na sétima série. Isso foi um caos. Eu não entendia por que aquilo era importante e, claro, isso gerava transtornos. Aos 23 anos, resolvi prestar vestibular para cursar Psicologia. O hiperfoco foi tão grande que passei na primeira tentativa. Ali comecei a me enxergar de forma diferente e a perceber como tudo se conectava.

Fiz o teste de neurociência e fui diagnosticada com TDA (Transtorno de Déficit de Atenção). Geralmente, nós, mulheres, não temos o H, que significa hiperatividade. Fui descobrir as altas habilidades e a superdotação já perto dos 30 anos. Se tudo isso tivesse sido estudado antes, talvez eu não tivesse passado por tantos atritos nem ficado buscando um propósito que já estava ali, diante dos meus olhos.

 

Muitas pessoas romantizam a superdotação como se fosse um “superpoder”. Pela sua experiência pessoal, quais são os desafios reais que quase ninguém fala sobre?

No meu livro TDAH e Espiritualidade, eu falo logo na primeira página: “Me chame para construir um foguete. Mas não me peça uma planilha de Excel.” Isso define muito o que é ser superdotado. Eu, aos 45 anos, nunca aprendi nenhuma regra de planilha, Word, nada… Nem me peça.

Então, o diagnóstico de superdotação serve apenas para mostrar que, para a sociedade em geral, nós não temos muitas habilidades para viver o cotidiano. No meu caso, eu preciso de uma secretária para organizar minha agenda, horários, clientes e pagar as contas. Já tentei ter várias agendas e calendários, e chegava ao final do ano e eles estavam quase vazios.

A organização diária de tarefas é supercansativa (não gera dopamina) para uma pessoa com AH-SD. Ambientes lotados, conversas altas, lugares com muitos estímulos: tudo isso suga e drena nossa energia. Então, a pessoa com AH-SD se sente assim, cansada, quando não está fazendo o que suas habilidades naturais pedem.

Vejo muitas crianças com dons maravilhosos, mas a sociedade e a família dizem que elas precisam ter uma educação formal como crianças neurotípicas. Isso é uma sentença para os superdotados.

 

No seu livro, você conecta TDAH e superdotação com percepções extrassensoriais. Como essas experiências apareceram na sua vida e o que te levou a aprofundar esse tema?

Eu falo no livro que todo médium é neurodivergente, mas nem todo neurodivergente é médium. Isso porque a agilidade mental e a habilidade de ter uma visão macro sobre tudo abrem precedentes para sentir, ver e conectar.

Recentemente, o empresário Alex Karp, CEO da Palantir, cuja fortuna em bens administráveis chega a mais de 220 bilhões de dólares, disse em uma entrevista que a única capacidade e mentalidade que a IA não consegue dominar, e nunca conseguirá, são as mentes neurodivergentes. Para isso, recentemente, a própria empresa abriu centenas de vagas para AH-SD. Isso se dá devido à alta capacidade de processamento de informações que a mente de uma pessoa neurodivergente consegue trazer, gerir e adaptar para o mundo real.

Ou seja, nem as IAs conseguiram (por enquanto) fazer o que um médium, uma pessoa com TDAH e uma pessoa com AH-SD são capazes de fazer.

 

 

Sua formação passa pela psicologia e pela psicanálise, mas você decidiu dedicar sua vida à missão sacerdotal. Como foi esse processo de transição e de entendimento do seu propósito?

A Psicologia sempre veio como uma profissão não clínica. Nunca enxerguei essa possibilidade. Minha defesa de conclusão de curso, em 2009, foi exatamente sobre coach. Naquela época, não era essa febre que é hoje. Tive que buscar informações em artigos em inglês para estudar e montar minha tese. Foi então que conheci a escola Napoleon Hill, e meu tema foi: Coach: treinando mentes poderosas.

Antes de Napoleon Hill, eu havia sido instrutora da Dale Carnegie Training, instituição internacional de relacionamentos humanos, então nunca pensei na Psicologia como clínica.

O sacerdócio chegou à minha vida como uma espécie de chamado irrecusável e intransferível. Não tinha como. Ou eu aceitava minha missão, ou ficava doente. Minha saúde era muito frágil. Depois do sacerdócio, tenho problemas como todo mundo tem, mas longe de ir duas vezes no mesmo dia ao hospital e não ser nada.

Outra coisa que me instiga bastante a continuar no sacerdócio é que o que estudei na Psicologia serve para minha missão sacerdotal. O contrário, o código de ética não permite. Então, prefiro seguir sempre o código de ética da ciência.

 

De que forma sua vivência pessoal com TDAH influenciou a forma como você enxerga espiritualidade, consciência e desenvolvimento humano?

Na verdade, foi ao contrário: primeiro eu me entendi como espiritualista, depois como TDA. A capacidade de criação, ideias e liderança espiritual são algumas das minhas AH. Então, entender o que a espiritualidade me traz, mostra e fala não é coisa de outro mundo.

Trabalho com um mentor que ama carnaval. Desenhei toda a fantasia dele, fiz a decoração do sapato, finalizei a cartola, tudo conforme ele pediu. Não conseguir enxergar além do óbvio pode afetar a forma como se compreende a espiritualidade atual.

A mesma coisa acontece com o ser humano. Sei que qualquer pessoa pode mais, muito mais… Basta ter a habilidade certa desenvolvida.

 

Muitas pessoas com TDAH sentem que “não se encaixam”. Que mensagem você gostaria de deixar para quem vive essa sensação diariamente?

Nenhum ser humano deve se encaixar, porque todos nós somos únicos. O nosso sistema educacional e capitalista moldou a nossa rotina, o que é certo e errado para viver uma vida “comum”. Por esse motivo, muitos adolescentes e adultos estão totalmente perdidos hoje em dia.

Falta propósito, falta pensar fora da caixa, falta SER HUMANO — e não agir como motor ou robô.

Nenhuma pessoa com TDAH vai caber dentro de uma caixa. Se isso acontecer, não existe TDAH. Os maiores empresários das big techs são neurodivergentes assumidos — e por que isso é importante?

Se não me encaixo, se não estou feliz, vou criar algo que me faça feliz e que faça outras pessoas felizes também.

Essa é a nova geração da forma de fazer acontecer, e muitas coisas ainda vão mudar e melhorar devido aos estudos das mentes neurodivergentes.

 

 

Você já lançou livros no Brasil, na Espanha e também em inglês. Como surgiu a oportunidade de levar suas ideias para leitores de outros países?

Meu primeiro livro foi um desafio para mim mesma. Há mais de 15 anos, lancei Mentes Poderosas: a união da tríade perfeita — mente, corpo e espírito. Depois, conforme o mercado foi se abrindo e os convites foram chegando, tive a oportunidade de levar conhecimento e história para quem deseja se conectar com essa tríade perfeita.

O mundo está passando por uma transformação, e quem escreve e fala sobre qualquer assunto com propriedade e conhecimento tem essa capacidade de levar a informação para múltiplos países. Então, é fazer o que precisa ser feito e levar a mensagem.

 

Um dos seus trabalhos aborda os Códigos da Prosperidade. O que são esses códigos e como eles podem impactar a vida prática das pessoas?

Após anos viajando, conhecendo histórias, estudando e conectando os pontos, percebi que tudo se interliga.

Se você visitar a Catedral de Notre-Dame e prestar atenção nos vitrais, verá a mesma estrela de oito pontas presente na Catedral de Barcelona e na Catedral de São Pedro, no Vaticano. Todo o universo trabalha em códigos.

O símbolo de Fibonacci é encontrado em quase toda a natureza, e nós sabemos que o dinheiro é energia. Logo, ao mudar a energia e saber como utilizar a geometria sagrada e os decretos de forma correta, a prosperidade e a abundância chegam.

Mas tudo tem uma fórmula de ação — é preciso compreender e praticar.

 

 

No seu livro sobre TDAH e espiritualidade, você compartilha experiências pessoais muito profundas. Foi difícil se expor dessa forma?

Não. Para ajudar, é preciso dizer: “Ei, já estive aí e passei por isso…”

E posso te garantir que nenhuma palavra, olhar ou julgamento vai te derrubar. Se Deus, o universo e a espiritualidade te fizeram assim, é porque a vida confiou em você. Então, levante a cabeça e ative esse superpoder.

Quero pessoas altruístas e inteligentes no topo do mundo — ou no topo daquilo que fazem bem —, não pessoas engessadas. É pela fala que se cura, como já dizia Freud.

 

Para quem ainda não conhece seu trabalho, qual é a principal transformação que você espera provocar na vida de quem lê seus livros ou acompanha sua jornada?

Dos livros que já escrevi, as principais lições que tenho são:

No livro sobre Maria Padilha, A Rainha Coroada Depois de Morta, a mensagem é: a verdade sempre aparece — podem passar 600 anos, mas ela aparece. E um legado não morre quando você sabe o que está escrevendo e deixando. Nesse livro, ela traz uma reflexão muito especial: “Como você quer ser lembrado(a)? Como alguém que deu o seu melhor e fez um bom papel ou o contrário?”

No livro sobre TDAH: mentes despertas se conectam, não importa onde estejam. E, se esse poder for bem trabalhado, desenvolvido e praticado, tudo pode mudar a favor de quem o domina.

No livro Códigos da Alma: tudo existe em abundância para aquele que sabe pedir e também cobrar.

No Acorda, Bruxa!: quantas mulheres estão adormecidas, sendo apenas práticas e perdendo seu real poder devido ao engessamento social imposto pelo patriarcado. Afinal, uma mulher dentro de uma “caixa” ou de uma “casa” é mais fácil de controlar do que uma mulher que voa — nem que seja em uma vassoura.

Nesse livro, também ajudo as mulheres a entenderem suas fases naturais do corpo, da mente e do espírito, e a se conectarem de forma livre com cada fase.

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KELIDA MARQUES

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Capa Kelida Marques
Foto Nicolas José
Assessoria Portfólio Assessoria

 

E O VALOR DAS MENTES QUE REINVENTAM O MUNDO

 

 

Você fala abertamente sobre viver com TDAH e superdotação. Em que momento da sua vida você começou a entender que essas características faziam parte da sua história?

Eu fui a criança que descobria tudo, abria tudo; se não tinha, eu fazia. Como, por exemplo: certa vez, eu queria uma piscina em casa. Como não tinha como comprar, minha primeira tentativa foi usar uma caixa de geladeira velha. Tirei tudo o que tinha dentro e enchi de água. Só não esperava que a malha que cobria a geladeira fosse fazer tudo ir por água abaixo. Ela “pinica muito”, então esse plano não deu certo. Parti para o plano B: furar um buraco no chão e cobrir com lona. Esse até deu certo por um tempo.

Então, criar sempre foi uma habilidade. Mas, por outro lado, no colegial reprovei 2 vezes: na quinta série e na sétima série. Isso foi um caos. Eu não entendia por que aquilo era importante e, claro, isso gerava transtornos. Aos 23 anos, resolvi prestar vestibular para cursar Psicologia. O hiperfoco foi tão grande que passei na primeira tentativa. Ali comecei a me enxergar de forma diferente e a perceber como tudo se conectava.

Fiz o teste de neurociência e fui diagnosticada com TDA (Transtorno de Déficit de Atenção). Geralmente, nós, mulheres, não temos o H, que significa hiperatividade. Fui descobrir as altas habilidades e a superdotação já perto dos 30 anos. Se tudo isso tivesse sido estudado antes, talvez eu não tivesse passado por tantos atritos nem ficado buscando um propósito que já estava ali, diante dos meus olhos.

 

Muitas pessoas romantizam a superdotação como se fosse um “superpoder”. Pela sua experiência pessoal, quais são os desafios reais que quase ninguém fala sobre?

No meu livro TDAH e Espiritualidade, eu falo logo na primeira página: “Me chame para construir um foguete. Mas não me peça uma planilha de Excel.” Isso define muito o que é ser superdotado. Eu, aos 45 anos, nunca aprendi nenhuma regra de planilha, Word, nada… Nem me peça.

Então, o diagnóstico de superdotação serve apenas para mostrar que, para a sociedade em geral, nós não temos muitas habilidades para viver o cotidiano. No meu caso, eu preciso de uma secretária para organizar minha agenda, horários, clientes e pagar as contas. Já tentei ter várias agendas e calendários, e chegava ao final do ano e eles estavam quase vazios.

A organização diária de tarefas é supercansativa (não gera dopamina) para uma pessoa com AH-SD. Ambientes lotados, conversas altas, lugares com muitos estímulos: tudo isso suga e drena nossa energia. Então, a pessoa com AH-SD se sente assim, cansada, quando não está fazendo o que suas habilidades naturais pedem.

Vejo muitas crianças com dons maravilhosos, mas a sociedade e a família dizem que elas precisam ter uma educação formal como crianças neurotípicas. Isso é uma sentença para os superdotados.

 

No seu livro, você conecta TDAH e superdotação com percepções extrassensoriais. Como essas experiências apareceram na sua vida e o que te levou a aprofundar esse tema?

Eu falo no livro que todo médium é neurodivergente, mas nem todo neurodivergente é médium. Isso porque a agilidade mental e a habilidade de ter uma visão macro sobre tudo abrem precedentes para sentir, ver e conectar.

Recentemente, o empresário Alex Karp, CEO da Palantir, cuja fortuna em bens administráveis chega a mais de 220 bilhões de dólares, disse em uma entrevista que a única capacidade e mentalidade que a IA não consegue dominar, e nunca conseguirá, são as mentes neurodivergentes. Para isso, recentemente, a própria empresa abriu centenas de vagas para AH-SD. Isso se dá devido à alta capacidade de processamento de informações que a mente de uma pessoa neurodivergente consegue trazer, gerir e adaptar para o mundo real.

Ou seja, nem as IAs conseguiram (por enquanto) fazer o que um médium, uma pessoa com TDAH e uma pessoa com AH-SD são capazes de fazer.

 

 

Sua formação passa pela psicologia e pela psicanálise, mas você decidiu dedicar sua vida à missão sacerdotal. Como foi esse processo de transição e de entendimento do seu propósito?

A Psicologia sempre veio como uma profissão não clínica. Nunca enxerguei essa possibilidade. Minha defesa de conclusão de curso, em 2009, foi exatamente sobre coach. Naquela época, não era essa febre que é hoje. Tive que buscar informações em artigos em inglês para estudar e montar minha tese. Foi então que conheci a escola Napoleon Hill, e meu tema foi: Coach: treinando mentes poderosas.

Antes de Napoleon Hill, eu havia sido instrutora da Dale Carnegie Training, instituição internacional de relacionamentos humanos, então nunca pensei na Psicologia como clínica.

O sacerdócio chegou à minha vida como uma espécie de chamado irrecusável e intransferível. Não tinha como. Ou eu aceitava minha missão, ou ficava doente. Minha saúde era muito frágil. Depois do sacerdócio, tenho problemas como todo mundo tem, mas longe de ir duas vezes no mesmo dia ao hospital e não ser nada.

Outra coisa que me instiga bastante a continuar no sacerdócio é que o que estudei na Psicologia serve para minha missão sacerdotal. O contrário, o código de ética não permite. Então, prefiro seguir sempre o código de ética da ciência.

 

De que forma sua vivência pessoal com TDAH influenciou a forma como você enxerga espiritualidade, consciência e desenvolvimento humano?

Na verdade, foi ao contrário: primeiro eu me entendi como espiritualista, depois como TDA. A capacidade de criação, ideias e liderança espiritual são algumas das minhas AH. Então, entender o que a espiritualidade me traz, mostra e fala não é coisa de outro mundo.

Trabalho com um mentor que ama carnaval. Desenhei toda a fantasia dele, fiz a decoração do sapato, finalizei a cartola, tudo conforme ele pediu. Não conseguir enxergar além do óbvio pode afetar a forma como se compreende a espiritualidade atual.

A mesma coisa acontece com o ser humano. Sei que qualquer pessoa pode mais, muito mais… Basta ter a habilidade certa desenvolvida.

 

Muitas pessoas com TDAH sentem que “não se encaixam”. Que mensagem você gostaria de deixar para quem vive essa sensação diariamente?

Nenhum ser humano deve se encaixar, porque todos nós somos únicos. O nosso sistema educacional e capitalista moldou a nossa rotina, o que é certo e errado para viver uma vida “comum”. Por esse motivo, muitos adolescentes e adultos estão totalmente perdidos hoje em dia.

Falta propósito, falta pensar fora da caixa, falta SER HUMANO — e não agir como motor ou robô.

Nenhuma pessoa com TDAH vai caber dentro de uma caixa. Se isso acontecer, não existe TDAH. Os maiores empresários das big techs são neurodivergentes assumidos — e por que isso é importante?

Se não me encaixo, se não estou feliz, vou criar algo que me faça feliz e que faça outras pessoas felizes também.

Essa é a nova geração da forma de fazer acontecer, e muitas coisas ainda vão mudar e melhorar devido aos estudos das mentes neurodivergentes.

 

 

Você já lançou livros no Brasil, na Espanha e também em inglês. Como surgiu a oportunidade de levar suas ideias para leitores de outros países?

Meu primeiro livro foi um desafio para mim mesma. Há mais de 15 anos, lancei Mentes Poderosas: a união da tríade perfeita — mente, corpo e espírito. Depois, conforme o mercado foi se abrindo e os convites foram chegando, tive a oportunidade de levar conhecimento e história para quem deseja se conectar com essa tríade perfeita.

O mundo está passando por uma transformação, e quem escreve e fala sobre qualquer assunto com propriedade e conhecimento tem essa capacidade de levar a informação para múltiplos países. Então, é fazer o que precisa ser feito e levar a mensagem.

 

Um dos seus trabalhos aborda os Códigos da Prosperidade. O que são esses códigos e como eles podem impactar a vida prática das pessoas?

Após anos viajando, conhecendo histórias, estudando e conectando os pontos, percebi que tudo se interliga.

Se você visitar a Catedral de Notre-Dame e prestar atenção nos vitrais, verá a mesma estrela de oito pontas presente na Catedral de Barcelona e na Catedral de São Pedro, no Vaticano. Todo o universo trabalha em códigos.

O símbolo de Fibonacci é encontrado em quase toda a natureza, e nós sabemos que o dinheiro é energia. Logo, ao mudar a energia e saber como utilizar a geometria sagrada e os decretos de forma correta, a prosperidade e a abundância chegam.

Mas tudo tem uma fórmula de ação — é preciso compreender e praticar.

 

 

No seu livro sobre TDAH e espiritualidade, você compartilha experiências pessoais muito profundas. Foi difícil se expor dessa forma?

Não. Para ajudar, é preciso dizer: “Ei, já estive aí e passei por isso…”

E posso te garantir que nenhuma palavra, olhar ou julgamento vai te derrubar. Se Deus, o universo e a espiritualidade te fizeram assim, é porque a vida confiou em você. Então, levante a cabeça e ative esse superpoder.

Quero pessoas altruístas e inteligentes no topo do mundo — ou no topo daquilo que fazem bem —, não pessoas engessadas. É pela fala que se cura, como já dizia Freud.

 

Para quem ainda não conhece seu trabalho, qual é a principal transformação que você espera provocar na vida de quem lê seus livros ou acompanha sua jornada?

Dos livros que já escrevi, as principais lições que tenho são:

No livro sobre Maria Padilha, A Rainha Coroada Depois de Morta, a mensagem é: a verdade sempre aparece — podem passar 600 anos, mas ela aparece. E um legado não morre quando você sabe o que está escrevendo e deixando. Nesse livro, ela traz uma reflexão muito especial: “Como você quer ser lembrado(a)? Como alguém que deu o seu melhor e fez um bom papel ou o contrário?”

No livro sobre TDAH: mentes despertas se conectam, não importa onde estejam. E, se esse poder for bem trabalhado, desenvolvido e praticado, tudo pode mudar a favor de quem o domina.

No livro Códigos da Alma: tudo existe em abundância para aquele que sabe pedir e também cobrar.

No Acorda, Bruxa!: quantas mulheres estão adormecidas, sendo apenas práticas e perdendo seu real poder devido ao engessamento social imposto pelo patriarcado. Afinal, uma mulher dentro de uma “caixa” ou de uma “casa” é mais fácil de controlar do que uma mulher que voa — nem que seja em uma vassoura.

Nesse livro, também ajudo as mulheres a entenderem suas fases naturais do corpo, da mente e do espírito, e a se conectarem de forma livre com cada fase.

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