DRA ELIANE BATTISSACO

COLABORADORES
Capa Dra. Eliane Battissaco
Foto Gabriel Batti
Assessoria Ale Astolphi

 

CUIDAR DA SAÚDE MENTAL É RECONHECER QUE TODA DOR TEM UMA HISTÓRIA, E TODA HISTÓRIA MERECE SER ACOLHIDA.

 

 

A psicologia que vai além do diagnóstico

Psicóloga clínica e hipnoterapeuta, Dra. Elaine Battissaco compartilha a filosofia que orienta seu trabalho, reflete sobre os desafios da saúde mental e revela a experiência que inspirou seu primeiro livro.

Nenhum diagnóstico é capaz de resumir uma pessoa. Essa é a convicção que orienta o trabalho da psicóloga clínica e hipnoterapeuta Dra. Elaine Ramos Battissaco e que se tornou o principal eixo de sua atuação profissional. Ao defender uma abordagem que coloca o ser humano acima dos rótulos, a especialista desenvolve um trabalho que integra atendimento clínico, terapia familiar, hipnoterapia e projetos de psicoeducação, enquanto finaliza seu primeiro livro, com lançamento previsto para o início do próximo ano.

 

A pessoa vem antes do diagnóstico

Ao longo dos anos de atuação clínica, Dra. Elaine aprendeu que a Psicologia exige muito mais do que conhecimento técnico. Embora o embasamento científico seja indispensável para compreender transtornos, definir estratégias terapêuticas e conduzir o tratamento, ela acredita que nenhuma teoria é suficiente quando o profissional está diante da história de vida de um paciente.

Segundo a psicóloga, esse entendimento foi construído na prática, ao perceber que pessoas com o mesmo diagnóstico podem apresentar vivências, desafios e formas de enfrentamento completamente diferentes.

“Mesmo quando dois pacientes apresentam o mesmo diagnóstico ou as mesmas comorbidades, a forma como cada um vivencia o sofrimento, constrói sua história e responde ao tratamento é completamente diferente. O conhecimento técnico é indispensável. Precisamos estudar, conhecer as teorias, dominar as técnicas e estar em constante atualização. No entanto, quando estamos diante de uma alma humana, a técnica, por si só, não é suficiente.”

Essa percepção passou a orientar toda a sua prática profissional. Para Dra. Elaine, o atendimento psicológico deve considerar a história, os valores, as relações e o contexto de vida de cada pessoa, sem reduzi-la ao diagnóstico que recebeu.

“Um dos princípios que norteiam o meu trabalho é mostrar que o paciente não é o seu diagnóstico. O transtorno faz parte da sua história, mas não define quem aquela pessoa é.”

A partir dessa filosofia, a profissional desenvolve atendimentos voltados a adultos, adolescentes e famílias, atuando em demandas relacionadas ao Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), transtorno de personalidade borderline, depressão, ansiedade e outras questões ligadas à saúde mental. O trabalho também inclui hipnoterapia como recurso complementar ao acompanhamento psicológico, sempre integrada ao plano terapêutico e às necessidades de cada paciente.

Mais do que tratar sintomas, Dra. Elaine afirma que seu objetivo é promover qualidade de vida, autonomia e relações mais saudáveis, oferecendo um espaço em que cada pessoa seja acolhida em sua individualidade.

 

 

O papel da família no tratamento

Entre as áreas de atuação da psicóloga, a terapia familiar ocupa um espaço importante, especialmente quando o paciente convive com transtornos que impactam diretamente os relacionamentos e a dinâmica dentro de casa.

De acordo com Dra. Elaine, sempre que existe abertura por parte da família, o tratamento passa a contar com uma rede de apoio mais preparada para compreender o diagnóstico e colaborar com o processo terapêutico.

“A terapia familiar tem um papel muito importante nesse processo, pois ajuda a desmistificar o diagnóstico e orienta a família sobre como oferecer um suporte mais saudável e efetivo.”

Segundo ela, ainda é comum que comportamentos decorrentes de determinados transtornos sejam interpretados como falta de interesse, desobediência ou ausência de esforço, o que pode aumentar conflitos e dificultar a evolução clínica.

Quando a família passa a compreender as características do transtorno e recebe orientação adequada, a forma de lidar com essas situações também muda.

“Quando a família compreende as características do transtorno, aprende estratégias de manejo e substitui o julgamento pelo acolhimento, o paciente passa a contar com uma rede de apoio muito mais fortalecida. Isso favorece a adesão ao tratamento, reduz conflitos e contribui para uma evolução clínica mais consistente.”

Para a psicóloga, cuidar da saúde mental significa olhar não apenas para quem recebe o diagnóstico, mas também para as pessoas que convivem diariamente com esse paciente. A participação da família, quando possível, fortalece vínculos e cria condições mais favoráveis para o desenvolvimento emocional.

 

 

Os desafios da saúde mental

A experiência acumulada no consultório também permitiu à profissional acompanhar mudanças significativas nas demandas apresentadas pelos pacientes nos últimos anos. Entre elas, está o crescimento de quadros de depressão, ansiedade e transtornos de personalidade, além do sofrimento emocional relacionado às dificuldades de convivência, à sobrecarga cotidiana e ao sentimento de inadequação.

Segundo Dra. Elaine, embora o tema saúde mental esteja cada vez mais presente nas discussões públicas, muitas pessoas ainda enfrentam preconceitos justamente nos ambientes em que deveriam encontrar apoio.

“A depressão, infelizmente, ainda é cercada por muito preconceito. Muitas pessoas sofrem em silêncio e, em alguns casos, encontram julgamento até mesmo dentro da própria família, quando o que mais precisam é de acolhimento, compreensão e apoio.”

Outro desafio frequente, de acordo com a psicóloga, está relacionado ao transtorno de personalidade borderline, condição marcada por intensa instabilidade emocional e que pode comprometer relações afetivas, profissionais e familiares.

Na avaliação da especialista, compreender o funcionamento do transtorno é um passo essencial para que o paciente consiga desenvolver novas estratégias de enfrentamento e fortalecer sua autoestima.

“Na terapia, o paciente encontra um espaço seguro para compreender essa intensidade emocional, entender suas rupturas, reconhecer seus padrões e, aos poucos, construir uma compreensão mais profunda de quem ele é, além do diagnóstico. Entender o transtorno é um passo importante para desenvolver estratégias, fortalecer a autoestima e encontrar formas mais saudáveis de lidar com as emoções.”

Segundo Dra. Elaine, esse processo reforça um dos pilares que orientam sua atuação: oferecer ao paciente condições para compreender a própria história sem que ela seja limitada por um diagnóstico ou por estigmas frequentemente associados aos transtornos mentais.

 

 

Uma história pessoal que virou livro

Se a atuação clínica permitiu à Dra. Elaine compreender que nenhum paciente pode ser resumido a um diagnóstico, foi uma experiência vivida dentro da própria família que despertou seu interesse por um dos temas que hoje fazem parte de sua rotina profissional.

O primeiro livro da psicóloga, com lançamento previsto para o início do próximo ano, aborda as diferenças entre o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e as altas habilidades. A obra nasceu de uma vivência pessoal, quando sua filha recebeu sucessivos diagnósticos equivocados, situação que deu início a uma busca por respostas e aprofundamento sobre o tema.

Segundo a psicóloga, foi esse processo que transformou uma inquietação familiar em um projeto voltado à informação e ao acolhimento de outras pessoas que convivem com o transtorno.

“Meu primeiro livro nasceu da história da minha filha, que recebeu vários diagnósticos errados. Isso trouxe dor, angústia e insegurança. Foi nesse processo que, ainda na época em que eu era estudante de Psicologia, comecei a estudar cada vez mais sobre o tema, buscando entender melhor para poder ajudá-la.”

Ao longo desse percurso, Dra. Elaine percebeu que muitos dos conceitos difundidos sobre o TDAH ainda estão cercados por desinformação e estereótipos. Para ela, reduzir o transtorno à ideia de distração ou falta de atenção significa ignorar os impactos que a condição pode provocar desde a infância, bem como as potencialidades que também fazem parte dessa realidade.

“O TDAH vai muito além de ser apenas distração ou de a pessoa ser ‘desligada’. Ele traz muitos prejuízos e pode estar associado a diversas comorbidades, causando impactos desde a infância.”

Segundo a autora, um dos objetivos da obra é contribuir para que pacientes, familiares e profissionais compreendam melhor as características do transtorno, favorecendo diagnósticos mais precisos e intervenções adequadas. Ao abordar também as altas habilidades, o livro busca esclarecer diferenças que, muitas vezes, ainda geram dúvidas e interpretações equivocadas.

Para a psicóloga, ampliar o acesso à informação é uma forma de combater preconceitos e oferecer às pessoas a oportunidade de compreender sua própria história com mais clareza e menos culpa.

 

 

Projetos que ampliam o cuidado em saúde mental

Entre os projetos que a psicóloga prepara para os próximos meses está a publicação de seu primeiro livro, prevista para o início do próximo ano. A iniciativa se soma à criação de grupos terapêuticos destinados a pessoas com transtorno de personalidade borderline, proposta que pretende ampliar os espaços de acolhimento para além do atendimento individual.

Segundo Dra. Elaine, a experiência clínica demonstra que o contato com pessoas que vivenciam desafios semelhantes pode fortalecer o sentimento de pertencimento e reduzir o isolamento frequentemente associado ao sofrimento emocional.

Além dos grupos terapêuticos, a psicóloga pretende ampliar a produção de conteúdos psicoeducativos, intensificar a participação em palestras e desenvolver materiais voltados à orientação de pacientes e familiares. A proposta é aproximar o conhecimento produzido na Psicologia da realidade cotidiana, tornando as informações mais acessíveis e contribuindo para que a população compreenda melhor os transtornos mentais.

Outro projeto já em planejamento é a produção de um novo livro, desta vez dedicado ao transtorno de personalidade borderline. A intenção é ampliar o debate sobre a condição, reunindo informações que auxiliem pacientes, familiares e profissionais na compreensão do transtorno e de suas formas de manejo.

Para a psicóloga, todas essas iniciativas seguem a mesma proposta que orienta seu trabalho clínico: oferecer informação de qualidade, combater estigmas e fortalecer o cuidado em saúde mental.

“Falar sobre saúde mental com responsabilidade é também falar sobre acolhimento, informação e esperança.”

Mais do que ampliar sua atuação profissional, Dra. Elaine afirma que seu propósito permanece o mesmo desde o início da carreira: contribuir para que as pessoas compreendam que o sofrimento emocional faz parte da experiência humana e que buscar ajuda é um caminho possível para construir uma vida com mais equilíbrio e qualidade.

 

 

Mais sobre a psicóloga

Dra. Elaine Ramos Battissaco é psicóloga clínica e hipnoterapeuta, com atuação voltada ao atendimento de adultos, adolescentes e famílias. Os atendimentos são realizados de forma presencial e online. Mais informações sobre seu trabalho podem ser acompanhadas pelo Instagram @psico_elainebattissaco, e o contato para atendimento é feito pelo WhatsApp (11) 96076-7983.

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