JULIANO MENDES

COLABORADORES
Capa Juliano Mendes
Assessoria Portfólio Assessoria

 

Do esporte ao propósito e fé

 

 

Juliano, conte um pouco da sua trajetória — de atleta profissional ao ministério pastoral. Como aconteceu essa transição?

Nasci em um lar cristão. Meus pais fazem parte da geração que desbravou e expandiu o cristianismo no Brasil a partir da década de 70. A fé sempre esteve presente, de forma muito viva e prática.

Ainda assim, aos 14 anos, minha vida tomou um rumo muito claro para o esporte. O futebol entrou de maneira intensa, profissional e disciplinada. Passei por clubes como Palmeiras, Portuguesa, Corinthians, São Caetano e também tive experiências no Japão.

Curiosamente, mesmo nesse ambiente competitivo, o chamado espiritual nunca desapareceu. Quando criança, minha brincadeira favorita era reunir os amigos para fazer “cultinhos”. Era algo lúdico, mas já revelava um coração inclinado ao espiritual. Hoje entendo que ali já havia uma semente de vocação sendo formada.

 

Você jogou futebol por vários clubes antes de viver essa chamada espiritual. Qual foi o momento em que percebeu essa virada na sua vida?

A virada aconteceu aos 33 anos. Embora eu tenha sido preparado ao longo da vida — mesmo sem perceber —, esse momento foi um verdadeiro choque de realidade.

Após mais de três décadas convivendo com o Evangelho, percebi que havia entrado em um estado de estagnação espiritual. A religiosidade já não me satisfazia. Eu queria algo mais profundo, mais real, mais vivo.

Eu havia encerrado minha carreira esportiva aos 30 anos e me tornado empresário no ramo automobilístico, mas dentro de mim existia uma sede que nenhum sucesso profissional conseguia preencher: sede de Deus.

Foi nesse contexto que o chamado pastoral se tornou inegociável. Curiosamente, isso aconteceu na mesma idade em que Jesus iniciou seu ministério público. Não foi algo planejado, mas foi profundamente marcante.

 

Como foi a experiência de atuar no esporte de alto nível e depois dedicar sua vida à fé e ao serviço religioso?

O esporte de alto rendimento exige entrega total. Disciplina, renúncia, foco e constância. Quem vive esse nível sabe que não existe meio termo.

No ministério pastoral, essa lógica não muda. Servir a Deus também exige entrega absoluta. A diferença é que agora não se trata apenas de performance, mas de responsabilidade espiritual. De certa forma, eu já estava preparado emocionalmente para essa realidade.

 

 

O que te motivou a iniciar o projeto “Prayer Room” no Instagram e como ele funciona hoje?

O Prayer Room nasceu de uma convicção bíblica muito clara, baseada em Gênesis 3:8, quando Deus buscava relacionamento diário com o homem.

O Prayer Room é, simbolicamente, a sala da casa do Pai. Um ambiente simples, relacional e íntimo, onde pessoas se reúnem para conversar com Deus.

Começou como uma live semanal, às quartas-feiras, de forma simples e orgânica. Chegamos a impactar mais de 13 mil pessoas em uma única transmissão, com inúmeros testemunhos. Hoje estamos em pausa, mas o projeto vai retornar.

 

Quais são os principais objetivos espirituais e comunitários do “Prayer Room”?

O principal objetivo é desmistificar a ideia de que Deus só se manifesta dentro de um templo.

Jesus foi claro: “entra no teu quarto, fecha a porta e ora”. O Prayer Room existe para conduzir pessoas a um relacionamento pessoal, íntimo e real com Jesus, fora da dependência de estruturas religiosas.

 

Você recebeu grande engajamento nas lives de oração. O que faz esse projeto ressoar com tantas pessoas?

A simplicidade.

Vivemos em um ambiente digital extremamente produzido, onde tudo parece um espetáculo. O Prayer Room vai na contramão disso: pessoas comuns, sem máscaras, sem estrelismo, apenas buscando a Deus de forma sincera. Essa verdade conecta.

 

De que forma sua fé influencia as decisões que você toma na sua vida pessoal e no ministério?

De forma total. Quem vive no Espírito é guiado por Ele.

Não existe relacionamento verdadeiro com Deus sem obediência, servidão e sensibilidade espiritual. Minhas decisões não partem apenas da lógica, mas do discernimento espiritual.

 

 

 

Como você equilibra a vida familiar com a liderança espiritual e as transmissões ao vivo?

Minha família caminha comigo nesse propósito. Minha esposa e meus filhos participam ativamente.

Como disse Salomão, há tempo para todas as coisas. Quando existe clareza de propósito, organização, compromisso e boa administração do tempo, tudo encontra seu lugar.

 

Quais são os desafios e as alegrias de liderar um ministério online?

O maior desafio é ajudar as pessoas a entenderem que o sobrenatural não está ligado à estrutura, mas à presença de um Deus onipresente.

A maior alegria é ver testemunhos incontáveis de vidas rendidas a Cristo e transformadas de maneira genuína.

 

Que impacto você espera que sua mensagem tenha na vida das pessoas?

Meu desejo é simples e profundo: que Cristo seja revelado.

Não busco seguidores. Busco formar discípulos. Na mesma simplicidade com que Jesus fez.

 

Como foi trocar os gramados dos estádios pelo púlpito digital das redes sociais?

Jogar em estádios lotados como Parque Antártica, Mineirão ou Maracanã causa frio na espinha em qualquer atleta.

Mas subir em uma plataforma para falar de Jesus é ainda mais desafiador, porque não depende de capacidade humana, e sim espiritual. Toda vez que subo para ministrar, faço isso com temor — e acredito que esse temor é a chave.

 

 

 

 

Você e sua esposa trabalham juntos no ministério. Como essa parceria fortalece sua missão?

Estamos juntos há 25 anos. Ela sempre foi minha parceira, meu porto seguro.

Não existe “super-homem” sem uma Lois Lane. Nosso ministério é construído a dois, em unidade, propósito e cumplicidade.

 

Quais livros, líderes ou experiências mais influenciaram sua caminhada de fé?

Fui influenciado por líderes como Bispo Agnaldo Sacramento, Pastor Dorivaldo Mendes (meu pai), Pastor Jayson Cunha, Billy Graham, T.D. Jakes e Rick Warren.

Entre os livros que marcaram minha caminhada estão Bom Dia Espírito Santo, A Quarta Dimensão, Igreja Simples, Paz em Meio à Tempestade e Uma Vida com Propósitos.

 

Que mensagem você deixaria para alguém que está passando por um momento difícil?

Existem montanhas e vales. E Deus se revela em ambos.

Não há noite que não termine, nem dia tão longo que o sol não se ponha. Tudo passa — e Deus permanece.

 

O que vem por aí para seus projetos e ministério?

Muita coisa boa está sendo preparada. Novos projetos, novos formatos e novas experiências com Deus.

Caminhe comigo. Vamos viver juntos tudo aquilo que Deus sonhou para nós.

 

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JULIANO MENDES

COLABORADORES
Capa Juliano Mendes
Assessoria Portfólio Assessoria

 

Do esporte ao propósito e fé

 

 

Juliano, conte um pouco da sua trajetória — de atleta profissional ao ministério pastoral. Como aconteceu essa transição?

Nasci em um lar cristão. Meus pais fazem parte da geração que desbravou e expandiu o cristianismo no Brasil a partir da década de 70. A fé sempre esteve presente, de forma muito viva e prática.

Ainda assim, aos 14 anos, minha vida tomou um rumo muito claro para o esporte. O futebol entrou de maneira intensa, profissional e disciplinada. Passei por clubes como Palmeiras, Portuguesa, Corinthians, São Caetano e também tive experiências no Japão.

Curiosamente, mesmo nesse ambiente competitivo, o chamado espiritual nunca desapareceu. Quando criança, minha brincadeira favorita era reunir os amigos para fazer “cultinhos”. Era algo lúdico, mas já revelava um coração inclinado ao espiritual. Hoje entendo que ali já havia uma semente de vocação sendo formada.

 

Você jogou futebol por vários clubes antes de viver essa chamada espiritual. Qual foi o momento em que percebeu essa virada na sua vida?

A virada aconteceu aos 33 anos. Embora eu tenha sido preparado ao longo da vida — mesmo sem perceber —, esse momento foi um verdadeiro choque de realidade.

Após mais de três décadas convivendo com o Evangelho, percebi que havia entrado em um estado de estagnação espiritual. A religiosidade já não me satisfazia. Eu queria algo mais profundo, mais real, mais vivo.

Eu havia encerrado minha carreira esportiva aos 30 anos e me tornado empresário no ramo automobilístico, mas dentro de mim existia uma sede que nenhum sucesso profissional conseguia preencher: sede de Deus.

Foi nesse contexto que o chamado pastoral se tornou inegociável. Curiosamente, isso aconteceu na mesma idade em que Jesus iniciou seu ministério público. Não foi algo planejado, mas foi profundamente marcante.

 

Como foi a experiência de atuar no esporte de alto nível e depois dedicar sua vida à fé e ao serviço religioso?

O esporte de alto rendimento exige entrega total. Disciplina, renúncia, foco e constância. Quem vive esse nível sabe que não existe meio termo.

No ministério pastoral, essa lógica não muda. Servir a Deus também exige entrega absoluta. A diferença é que agora não se trata apenas de performance, mas de responsabilidade espiritual. De certa forma, eu já estava preparado emocionalmente para essa realidade.

 

 

O que te motivou a iniciar o projeto “Prayer Room” no Instagram e como ele funciona hoje?

O Prayer Room nasceu de uma convicção bíblica muito clara, baseada em Gênesis 3:8, quando Deus buscava relacionamento diário com o homem.

O Prayer Room é, simbolicamente, a sala da casa do Pai. Um ambiente simples, relacional e íntimo, onde pessoas se reúnem para conversar com Deus.

Começou como uma live semanal, às quartas-feiras, de forma simples e orgânica. Chegamos a impactar mais de 13 mil pessoas em uma única transmissão, com inúmeros testemunhos. Hoje estamos em pausa, mas o projeto vai retornar.

 

Quais são os principais objetivos espirituais e comunitários do “Prayer Room”?

O principal objetivo é desmistificar a ideia de que Deus só se manifesta dentro de um templo.

Jesus foi claro: “entra no teu quarto, fecha a porta e ora”. O Prayer Room existe para conduzir pessoas a um relacionamento pessoal, íntimo e real com Jesus, fora da dependência de estruturas religiosas.

 

Você recebeu grande engajamento nas lives de oração. O que faz esse projeto ressoar com tantas pessoas?

A simplicidade.

Vivemos em um ambiente digital extremamente produzido, onde tudo parece um espetáculo. O Prayer Room vai na contramão disso: pessoas comuns, sem máscaras, sem estrelismo, apenas buscando a Deus de forma sincera. Essa verdade conecta.

 

De que forma sua fé influencia as decisões que você toma na sua vida pessoal e no ministério?

De forma total. Quem vive no Espírito é guiado por Ele.

Não existe relacionamento verdadeiro com Deus sem obediência, servidão e sensibilidade espiritual. Minhas decisões não partem apenas da lógica, mas do discernimento espiritual.

 

 

 

Como você equilibra a vida familiar com a liderança espiritual e as transmissões ao vivo?

Minha família caminha comigo nesse propósito. Minha esposa e meus filhos participam ativamente.

Como disse Salomão, há tempo para todas as coisas. Quando existe clareza de propósito, organização, compromisso e boa administração do tempo, tudo encontra seu lugar.

 

Quais são os desafios e as alegrias de liderar um ministério online?

O maior desafio é ajudar as pessoas a entenderem que o sobrenatural não está ligado à estrutura, mas à presença de um Deus onipresente.

A maior alegria é ver testemunhos incontáveis de vidas rendidas a Cristo e transformadas de maneira genuína.

 

Que impacto você espera que sua mensagem tenha na vida das pessoas?

Meu desejo é simples e profundo: que Cristo seja revelado.

Não busco seguidores. Busco formar discípulos. Na mesma simplicidade com que Jesus fez.

 

Como foi trocar os gramados dos estádios pelo púlpito digital das redes sociais?

Jogar em estádios lotados como Parque Antártica, Mineirão ou Maracanã causa frio na espinha em qualquer atleta.

Mas subir em uma plataforma para falar de Jesus é ainda mais desafiador, porque não depende de capacidade humana, e sim espiritual. Toda vez que subo para ministrar, faço isso com temor — e acredito que esse temor é a chave.

 

 

 

 

Você e sua esposa trabalham juntos no ministério. Como essa parceria fortalece sua missão?

Estamos juntos há 25 anos. Ela sempre foi minha parceira, meu porto seguro.

Não existe “super-homem” sem uma Lois Lane. Nosso ministério é construído a dois, em unidade, propósito e cumplicidade.

 

Quais livros, líderes ou experiências mais influenciaram sua caminhada de fé?

Fui influenciado por líderes como Bispo Agnaldo Sacramento, Pastor Dorivaldo Mendes (meu pai), Pastor Jayson Cunha, Billy Graham, T.D. Jakes e Rick Warren.

Entre os livros que marcaram minha caminhada estão Bom Dia Espírito Santo, A Quarta Dimensão, Igreja Simples, Paz em Meio à Tempestade e Uma Vida com Propósitos.

 

Que mensagem você deixaria para alguém que está passando por um momento difícil?

Existem montanhas e vales. E Deus se revela em ambos.

Não há noite que não termine, nem dia tão longo que o sol não se ponha. Tudo passa — e Deus permanece.

 

O que vem por aí para seus projetos e ministério?

Muita coisa boa está sendo preparada. Novos projetos, novos formatos e novas experiências com Deus.

Caminhe comigo. Vamos viver juntos tudo aquilo que Deus sonhou para nós.

 

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